Aqui do canto

Resumidamente, tenho umas hérnias. ok.

Mas também gosto de Permacultura, e acredito profundamente que hoje, tudo o que se possa fazer e divulgar, não só a Permacultura, mas todos os métodos sustentáveis existentes que permitem a humanidade viver bem, para não falar em abundância, sem destruir o planeta, (pois afinal, não há para ai muitos para viver), devem ser postos em prática e divulgados.

Aqui a hérnia não ajuda. Não ajuda em nada.

Andei em terrenos, especialmente em Adoa, sobre a qual também criei um blog , mas com o evoluir das dores e da incapacidade para me aguentar em tarefas de maior exigência física, começo a considerar em retirar-me de tal demanda.

Não é um processo fácil, e pior que as dores, é a frustração que se abate, e que tem consequências mais nefastas e rápidas do que a própria hérnia.

Em 2013, este e outros problemas não deveriam ser um drama. Um problema sim, mas um drama não. Mas são.

A habitação ainda é um drama, a alimentação é um drama, a educação, o trabalho, a saúde é um drama, e tudo devido a um sistema competitivo, a um sentido de demasiada propriedade terrena.

Acredito que num sistema colaborativo e justo. Chamem-me Utopista. Sou de verdade.  Mas grandes utopias de outrora são hoje uma realidade.

Uma sociedade baseada numa economia limpa, justa e solidária, será realidade. Talvez não tanto como eu gostaria, mas certamente o será. A alternativa, está à nossa frente. Uma economia que sedenta de produtividade constante, produtividade tantas vezes fútil, descartável,  sedenta de recursos, que arrasa  o eco-sistema, em prol de uma geração de riqueza que não é distribuída, que se acumula num punhado de humanos, descartando e condenando à miséria biliões de outros.  É uma via sem saída que vai afunilando, e em que o caos que se avizinha é evidente.

Assim este espaço, será para ir publicando o que consigo fazer apesar dos atritos da vida, aqui pelo meu quintal, por Adoa enquanto conseguir.

As técnicas serão sempre sustentáveis naquilo que conseguir, e as que menos dores provocarem.

E também para o que me der na telha.

Agradecer ao meu amigo Diogo Marques, pela elaboração do nome do blog. Tinha ideia de jardins da hérnia, mas com com a sugestão do que me bifurca, abre horizontes que estão que efectivamente existem no que numa sociedade evoluída nos deveríamos dedicar. A compreender  e a explorar a alma, o espírito, a mente, com arte. Com silêncio.

 

 

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