Olha quem apareceu hoje – Um Maná

Novo-Galo2Hoje acordei ao som do galo, mas o canto estava  algo diferente. E fartava-se de cantar, mais do que o habitual.

Ainda fui à janela ver o que se passava, pois maior parte das vezes o canto, serve para marcar território, perante ameaças como gatos ou algo a rondar o espaço dele.  E o que temos é muito territorial, tanto que, ultimamente quando vamos apanhar os ovos, não se pode tirar os olhos do sacana, pois atira-se a nós, fiel ao seu instinto de T-Rex, ou apenas de doido. Imagino que, comparativamente, é o mesmo que eu me atirar a um elefante cheio de determinação.

Mas de volta ao galo, vi-o a beber água tranquilo, e também reparei, que uma das redes do topo do galinheiro, tinha saído com o vento.

Saí de casa para levar o David à escola, quando ouço novamente o galo e de relance vejo um vulto grande em cima do muro.

E lá estava o galo. Ainda há pouco bebia água e agora ali.

Fomos o resto do caminho a falar do galo, e de como o ia apanhar, pois com este muro é complicado, eu salto para lá ele salta para cá, e era provável andar nisto durante muito tempo. Mas o pior que me vinha à mente,  era imaginar os estragos que ele já tinha feito na horta.

Lá me fui mentalizando que tinha a manhã feita atrás do galo. Quando cheguei a casa troquei de roupa para algo mais largo, preparado já para grandes voos também, elaborando mil e um estratagemas, tácticas de aproximação furtiva, quando me lembrei que o tinha visto a beber água, pouco minutos antes de sair, e como tal, os estragos na horta não podiam ser assim tantos.

Como um gajo recrutado à força para uma guerra em que não desejava participar, lá fui eu à caça do galo.

Chego-me ao galinheiro, e para minha surpresa, eis que ele lá está. Que raio, terá entrado sozinho ? Mas ok ! The War Is Over !

Preparava-me para continuar a fazer o sistema hidropónico quando oiço outra vez o galo a cantar, e desta vez, percebia-se perfeitamente, que o som não vinha do galinheiro, mas da quinta ao lado, do outro lado do muro.

Subi as escadas para ver, e eis que lá está outro galo debaixo do limoeiro, com imenso espaço para comer e sejamos justos, uma dieta bem variada.

Mas não podia ser tão simples.

Fiquei pois a retirar umas ervas que ia atirando para as galinhas, para ver o que acontecia, e eis que lá vem ele para cima do muro outra vez, a cantar e a observar o galinheiro. Ainda acreditei que com a minha presença e a da gata, ele se mantivesse afastado.

Mas não. Começou a habituar-se a mim, e salta cá para baixo, e claro começa a comer as alfaces debaixo das minhas barbas.

A gata, ficou a olhar para ele, atenta e alerta, mas sem nenhum intuito de o atacar, algo que não estava a contar, mesmo que não fosse pela curiosidade.

Aí comecei a ver que o problema se mantinha. Este tipo ia-me dar cabo da horta ! Pois então desta vez, fui eu que me alistei, e voltei de novo para a guerra.

Três ou quatro tentativas para o apanhar, e o óbvio acontecia, ele regressava para o outro lado do muro.

Parei de o tentar apanhar. Lembrei-me de outro problema. É que já tinha um galo. Colocar dois no mesmo galinheiro, só daria era sarilhos.

A verdade, é que era minha intenção, matar o galo durante esta semana. Uma pela idade e outra porque se tornara bastante agressivo, e fisgava principalmente o David, talvez pela sua altura, mas cada vez que o David passava em frente ao galinheiro, o galo corria para o alcançar e acompanhava-o de uma ponta a outra.

Pelo que li, todos os galos são territoriais, uns mais do que outros, e quando começam a atacar, uma das soluções é tacho.

Não sei se num espaço maior, terão este comportamento, mas num galinheiro pequeno levar com as unhas de um galo nas pernas, não é nada agradável. E apesar de, macho para macho, o entender, limita-se a defender o seu espaço, as suas fêmeas e mesmo a sua prole, pois a branca (uma das galinhas), está no choco, mas ainda assim, lamentando imenso, mas não estou para isso.

E a vida é isto ! Um cruzamento de várias causas que geram os seus efeitos, a dita coisa karmica; e quis o destino deste galo fosse encurtado por causa da presença do intruso, e o efeito que traria para  a horta.

Não gosto de matar. Mas decidi tomar essa responsabilidade enquanto como carne.

O galo que tínhamos está pronto para o tacho, mas deixou bastantes ovos galados, que a Branca está a chocar, e como estamos a entrar no Verão, é provável que os pintos se safem. Caso isso aconteça, o galo perdura.

Depois foi esperar, e como imaginava, ele tornou-se mais audaz e imprudente, e já se dava ao luxo de passear mesmo por cima do galinheiro.

Novo-GaloSei lá eu ! Possivelmente apercebeu-se que o caminho estava livre para o harém, e não tardou a estar a esgravatar o chão ao pé das galinhas.

Com uma celha de 55L na mão,foi só esperar que ele ganhasse confiança, curva-se a cabeça para o chão perdendo-me da visão e ….zuca !

Agora já se encontra dentro do galinheiro, e não passaram 5 minutos até já estar a cobrir uma das galinhas ! Valente !

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